As vezes tenho vontade de sumir.
Sumir para um lugar calmo,bom de olhar, bom de cheirar, com uma pequena cachoeira próxima, daquelas que se ouve o marulhar, e que espuma fazendo brotar arcos-íris ao sol.
Vontade de acender um fogão a lenha, por a água a esquentar, pendurar belas linguiças e deixá-las fumegar.
Sentar no banco de toco, acotovelar na mesa grosseira, e olhar a flor que tanto cheira no vaso de barro que fiz com meu criar.
Depois da água fervida, coar o café no pano, comer um pedaço de bolo com manteiga que bati.
Olhar através da janela, ver a luz do dia tão bela, a iluminar a tapera com carinho e esplendor.
Depois de sonhar acordada, ir passear pela mata, a catar ramos e galhos, na volta ao chegar na porta, lembrar de passar na horta pra colher o que comer.
Gosto de coisas assim , apesar de ser da cidade, me encanta essa simplicidade.
Mas sei que em tempos modernos, onde o tempo pouco existe, seria quase impossível, conseguir viver assim.
Mas sonho em ter meu cantinho, meu refúgio, quase um ninho, onde o dia não passe depressa, e que nasça só pra mim.
Carinhosamente,

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